COMO CHEGAR NA CACHOEIRA DO DRAGÃO E COMO É A TRILHA?
Como estávamos na Vila São Jorge, fomos de carro ao encontro do grupo em Alto do Paraíso. De lá, seguimos com os guias em suas caminhonetes 4×4 o local de partida da trilha.

O trajeto de quase uma hora passa por dentro de fazendas e em algumas partes é bastante complicado o caminho. Lembrando que estávamos por lá em uma época de seca, o que teoricamente traz um pouco mais de tranquilidade ao caminho.

O percurso em si começa com uma caminhada de 4 km. A trilha é muito difícil e extremamente íngreme., o que fez o Vitor confessar posteriormente que só pensava na volta. Ou seja, em como seria difícil para a Fran rsrsrs

A primeira parada é no acampamento base. Ali, descansamos um pouco e tivemos um briefing do que encontraríamos dali pra frente.

E quer saber? A preocupação do Vitor era super válida. Já na descida a Fran estava em um estado lastimável rsrsrsrs. Mas se levante, se hidrate e bora que ainda tem um paraíso te esperando!

O próximo trajeto sabíamos que não seria também nada fácil. Apenas que valeria a pena!

É PERREGUE, MAS VALE A PENA!
O briefing que recebemos dos guias era animador #sqn. Podíamos encontrar pelo caminho animais peçonhentos como aranha e cobras, por exemplo. Para terem uma ideia, cada guia levava na mochila um frasco de um remédio local, caso alguém fosse picado.

No cálculo deles, caso isso acontecesse, a pessoa deve tomar uma tampa do remédio e colocar outra mesma medida no local atacado. Isto ajuda a ganhar tempo para a remoção até o hospital mais próximo. Soubemos disso não só por nossa causa, mas os guias também estão sujeitos ao mesmo risco e deveríamos saber como agir. Animador não?!?!?!

Mas não para por aí. Outro aviso importante foi: os guias estavam vestidos com roupa de mergulho, mas elas eram para ser utilizadas por nós. Isto porque sempre há problema de hipotermia durante o percurso.

Bacana, né?!?! Bichos peçonhentos e frio!! Uau, isso que é prova de amor, Vitor rsrsrs

VOLTANDO A TRILHA
Enfim, simbora começar esta trilha e chegar até o tão aguardado Bafo do Dragão. Começamos a segunda parte da trilha por dentro de um rio. Parte caminhando, parte nadando. Um percurso de 3 km, munidos de capacete (devido a pedras soltas que vez o outra se desprende dos paredões), colete e uma prancha para flutuar em um trecho especifico.

Este é um percurso extremamente difícil, de cânions super fechados e água bastante fria (mais de 1 km fizemos nadando). Entretanto, o que realmente é de tirar o fôlego é a paisagem. Algo inacreditável!

Nunca tínhamos visto algo tão lindo na vida! São 2 quedas d’água enormes.

Estávamos em um dos meses que mais tem incidência de sol e mesmo assim fazia um frio cortante. Resultado? Adivinha quem entrou em processo de hipotermia e precisou das roupas dos guias? Sim, A Fran! hehehehe

Problema resolvido, corpo aquecido, atravessamos as duas quedas para chegar no Bafo da Dragão, que é uma fonte de água quente para terminamos o trajeto de ida.

Como tudo que vai, tem que retornar, em algum momento chegaria a hora de fazer o caminho de volta. O mais difícil de tudo foi o trecho íngreme, mas o seguimos com uma sensação maravilhosa. Sensação daquele contato com uma natureza quase inexplorada. Um cenário que nunca imaginamos encontrar no coração do Brasil. E, para fechar com chave de ouro, fomos presenteados com um pôr do sol incrível!

Foi uma baita experiência, apesar dos perrengues. Ou seja, foi um ótimo exercício de superação pessoal.